Desenvolvimento do projeto

 IDEIAS E PROCESSOS

VÍDEO Processo Criativo: https://www.youtube.com/watch?v=h7qLhNol-NE

O nosso objetivo do projeto era desenvolver um espaço para os funcionários, desempenhando as funções de armazenamento, descanso e interação. Á princípio, estávamos muito presos à uma reorganização do espaço, ao invés de uma mudança mais "brusca" que trouxesse novas possibilidades. Nesse contexto, parecia mais design de interiores do que um projeto arquitetônico. No entanto, ao longo do tempo essa concepção foi mudada, de maneira que retiramos do espaço tudo existente anteriormente, inclusive o depósito. Ele, em especial, estava sendo muito visto como uma caixa que poderia ocupar outro lugar, mas a desconstrução dessa ideia foi crucial para o surgimento de uma das primeiras estruturas, as portas pivotantes. Elas visam criar possibilidades de abertura e fechamento, integrando-se com o espaço externo ou nãos, a depender da escolha de quem a manipula. 

A entrada para o local foi algo decidido que seria alterado desde o início. Teve várias ideias, desde uma abertura quase total à apenas troca de local da porta já existente. Por fim, a porta existente permaneceu e foi aberta uma outra porta, que dá para dentro do depósito. Assim uma porta é para a área como um todo e outra exclusiva do depósito. 

Outra ideia discutida desde o início foi a da criação de um segundo pavimento, a fim de ampliar o espaço que poderia ser utilizado. Essa concepção foi reformulada diversas vezes, sendo que a princípio teria uma abertura para a parte superior da escola também, no entanto não era possível que ela fosse feita nem na biblioteca, nem na escada. Assim, ficou definido que esse segundo andar teria acesso único, através da área externa. Aliado à ideia do pavimento veio também uma inspiração muito importante, o Pavilhão Brasil na Expo Milão de 2015, que trouxe para o projeto um elemento que tornou-se crucial: a rede. Inicialmente, estávamos partindo de uma recriação da inspiração, sem considerar todas as diferenças de espaço, objetivos e usos que a Expo Milão tem em relação à Escola de Arquitetura. Mas, ao longo do tempo, a inspiração foi sendo alterada, de maneira a ser realmente apenas uma inspiração e não uma recriação. Desse modo, antes seria possível caminhar na rede, como no Pavilhão, sendo essa a forma de acessar a laje, no entanto, dado ao tamanho do espaço, era inviável ela ter uma inclinação que seria agradável subir. Assim, a rede foi adaptada às necessidades do projeto e tornou-se um elemento de descanso, sendo o acesso ao piso superior feito através de uma escada.

Expo Milão 2015, Pavilhão Brasil


Ideia de poder caminhar na rede

Mudança da rede para a escada 
No entanto, essa escada dava para a rede ao invés da laje

 A escada também foi um processo longo, que mudou bastante e foi um dos mais difíceis de elaborar. O maior desafio era construir uma escada que não impedisse a passagem embaixo e não criasse grandes vãos  Inicialmente, a escada começava perto da hortinha atual, indo contra o sentido de entrada no local, além de que ela dava diretamente para a rede, ao invés de dar para a laje. Isso era algo problemático, visto que a rede não era mais para caminhar e sim para descanso, logo seria instável ter que caminhar até ela para chegar na laje. Assim, mudanças foram feitas, alterando o início da escada no sentido da porta de entrada e fazendo com que ela chegue diretamente na laje. Para a escada, vários testes foram feitos e o objetivo era elaborar algo que pudesse ser amplamente utilizado embaixo, no entanto o espaço que estamos trabalhando é pequeno, então seguimos uma lógica mais simples e reduzida. 

Inspiração da escada inicial

Teste escada

Escada final, que mudou de lugar onde inicia e também agora dá para a laje, ao invés da rede.

Por fim, a horta era um plano traçado desde o início. Queríamos desenvolver ela, uma vez que é lugar de interação e apropriação, sendo que observamos os funcionários utilizando a horta pequena já existente. Nesse viés, ela foi colocada no espaço da laje, integrando com a rede. No início, fizemos umas formas orgânicas pré definidas, onde seriam colocadas as plantas, porém, esse mobiliário fixo limitava as possibilidades de interação. assim, surgiram os caixotes, que podem ser livremente movimentados e o jardim vertical, que também pode ser alterado. 

Horta com os dois objetos. A "forma orgânica" foi retirada, ficando os caixotes e bancos de madeira, que podem ser vistos na foto acima desta. 



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